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Alimento: do prazer à angústia

Se voltarmos a época do homem pré-histórico, perceberemos o quão comum era viver em períodos de escassez alimentar. Toda forma de comida animal ou vegetal era fonte imprescindível para cobrir as demandas energético-proteicas do indivíduo. Além disso, a necessidade de acumular energia corporal para sobreviver por longos períodos de inverno ou seca rigorosos era fundamental.

Após esse período, a humanidade ainda passou por muitos conflitos regionais e mundiais e que condenaram populações inteiras à fome severa. Isso fez com que as pessoas fizessem estoques de energia no organismo pelo medo da fome.

Obesidade de carga

Por milhares de anos a obesidade foi associada a uma doença que afetava apenas os mais ricos. Alimentos – especialmente os mais saborosos e ricos em calorias – eram simplesmente caros demais para que o cidadão comum pudesse obtê-los. Poucos podiam se dar ao luxo de serem gordos e demonstrar sua prosperidade.
Em pleno século XXI, vivemos o oposto. Com a oferta facilitada a uma imensa variedade de alimentos e num período em que muito se esclarece sobre a importância em ter uma alimentação consciente e saudável, aumentam os índices de obesidade e anorexia associados à forma como as pessoas lidam com o alimento quando o entendem como objeto supridor de carências ou de culpa por não se ter um corpo idealizado.

Como seria a vida sem energia elétrica?

Alimentos estão mais baratos e mais disponíveis. Os mais calóricos podem ser encontrados nos mais variados locais. Hoje, sabemos que obesidade e anorexia matam e a melhor estratégia para o combatê-las é a informação.

A luta do homem contemporâneo

Vemos o homem contemporâneo tentando “lutar” com um leão por dia ou “fugir” dele armado de consciência, informações e tecnologias em seu benefício, mas, em vão, já que seu maior combustível, a energia obtida pelo alimento, padece pela sua falta ou excesso.

As pessoas parecem estar tomadas pelo gene do Homem primitivo que, sem escolhas, transitava pelos extremos alimentares.